"Um dia verde nas saladas, nas florestas e na conta corrente, sempre!!!"

Quem sou eu

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Búzios, RJ, Brazil
Artista plástica e professora. Meu trabalho consiste em estudar a matéria descartada e criar com ela soluções que decorem e sirvam também. Assim nascem luminárias, peças utilitárias, decorativas, abajures,etc. Mas é na escultura em papel machê, que melhor expresso essa busca por transmutar o descartado.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ano novo de olho no velho!

O novo é algo muito relativo. Somos novos, velhos, antigos?
O que determina isso?
São nossas atitudes e maneira de pensar?
Acho que quando a mente comanda, tudo em volta obedece. Então se pensarmos sempre renovadamente,seremos eternamente novos.
Um ano novo se inicia. È apenas uma data, um número num calendário, mas como mexe com agente, pensar em ano novo. Fazemos promessas a nós mesmos, listinha de metas, consultamos a astrologia, sempre pensando numa vida melhor. Como se o novo fosse o melhor, nos trouxesse esperanças e fosse capaz de nos transformar em novas pessoas.
A vida o que é? Um sopro de energia? Se não soubermos usar com sabedoria, com certeza nos é tirada. E a morte o que é? Um ano nasce e outro morre. O que significa isso? Somos seres em constante renovação e tudo quanto nos é imposto ou buscado como experiência, resulta no que somos. Somos resultado de nossas experiências e atitudes. Não posso falar de novo sem falar do velho, do que já foi. Meu trabalho consiste nisso. Transformo o velho, o que já não serve mais em algo novinho e lindo. Mas e dentro de mim? O que estou realmente transformando?
O mundo a nossa volta depende dessa consciência, o sentido da importância de se renovar, transformar, metamorfosear.
O mundo somos nós, seres completamente interdependentes um do outro. Nós estudamos isso na escola, cadeia alimentar, animais em extinção, poluição do ar, da água, do solo, mas esses assuntos algumas vezes nos parecem velhos, não? Fazemos o novo, quando pensamos conscientemente antes de sair comprando coisas novinhas, que em segundos ficam velhas, ou ultrapassadas em nossa mente consumista e despreocupada com o mundo (nós), mundinhos individuais e passageiros num mundo de todos nós. Não é redundância! É ciclo. O novo que vira velho. Assim, é que se renova a vida e o que somos passa a ter mais significado. Somos todos pequenas células de um todo. A organização no caos. A mistura que se equilibra.
Observemos o velho, aprendamos com ele e certamente estaremos pronto para receber o novo.
Vejamos a beleza do velho, valorizemos o velho como um tesouro de experiências. Viver o novo, respeitando as experiências vividas no velho. Um ano novinho para ficar velho! 2010, na numerologia é o ano 3,(2+0+1+0=3) O ano da expansão e criatividade. Bom! Temos tudo a nosso favor, para sermos mais expansivos, valorizarmos nossa expressão única, com criatividade e imaginação. Então comece pelos pequenos hábitos. Não espere chegar segunda feira para começar uma dieta, comece hoje. Não deixe para começar a malhar amanhã, malhe hoje. Não espere a pessoa que te magoou te pedir perdão, perdoe, agora mesmo. Será melhor para voce. Seja criativo para resolver seus problemas e mantenha a calma para não criar mais nenhum. Use bastante a cor laranja, a cor do ano,lhe trará energia e vigor. Tire os projetos das gavetas e da mente. Libere sua criatividade. Seja mais social e liberte-se de si mesmo. Viva com alegria cada dia, cada instante, sabendo que tudo que vem de novo, logo será velho. Não despreze o velho, use-o, reutilize , recicle tudo, de objetos a experiências, para seu crescimento pessoal . Se voce cresce ,atrai prosperidade para voce e os seus. Seja próspero em bons sentimentos e atitudes. Intervenha sempre de forma positiva no ano novo e o velho será lembrado com a certeza de ter sido bem aproveitado em cada dia. Com um sentimento de estar realizando grandes transformações em sua vida. Paz e realizações positivas para você em 2010, o ano da transformação!
Adriana di Macedo

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Que a luz de Iemanjá ilumine o ano de 2010 dos artistas, crianças de todas as idades e pessoas de bem e que praticam o bem!








A majestade dos mares. 
Senhora dos oceanos, sereia sagrada, 
Iemanjá é a Rainha das águas salgadas, 
considerada como mãe de todos Orixás, 
regente absoluta dos lares, protetora da família. 
Chamada também como a Deusa das Pérolas, 
Iemanjá é aquela que ampara a cabeça dos 
bebês no momento do nascimento.

















Detalhe de Iemanjá( luminária em papel machê, a venda no ateliê)

Toda modelada em papel machê ,leva uma lâmpada em baixo da saia.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

carrinho bar: quase foi para o lixo.


Carrinho bar ( reforma)


caixa de sapato...


vira baú para fotos



Grade de ventilador vira luminária


Luminária Girassol


Linda luminária: Sol


antes e depois: telas quebradas que iriam para o lixo


trabalho com colagem de tecido e pintura


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cursos e oficinas na escola e comunidades






Olá! Aqui coloco algumas fotos de oficinas e curso de papel machê e papietage. Na verdade o que mais gosto de fazer é ensinar arte. Um abraço a todos que me visitam e também um abraço a todos que participaram das oficinas!!


Pintando o prato de papel machê

papel machê

Parabéns, pelo trabalho!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

domingo, 18 de outubro de 2009

Luminária Esplendor(vidros encontrados nas praias de Búzios.


Luminária Popozuda: reciclagem de garrafa de vinho


Luminária Iemanjà (pêndulo em papel machê)


Luminária Estrela de Iançã : reciclagem de grade ventilador


Brincando de criar


Pensando ,mesmo que inconscientemente, numa maneira de intervir no mundo do consumo, nasceu desde de pequena a vontade de transformar tudo e qualquer coisa “ descartável” em algo útil. Assim começou a construir seus próprios brinquedos e a materializar seu imaginário através das sucatas.


“ Sempre me senti perturbada com a quantidade de coisas que agente descarta todo dia. A cor, textura e forma desses objetos, chamavam a minha tenção. Era como se eles pedissem para serem reaproveitados. Assim surgiram os primeiros brinquedos , bonecas de retalho, fogãozinho de caixa de fósforo, moveis para minha casinha dos sonhos. A construção desses objetos estreitaram minha relação com o descartável. De modo que construí o conceito da relatividade do descartável.”

Agora já adulta, a brincadeira ficou um pouco de lado, Adriana teve experiência com inúmeras técnicas,pintura, esculturas em porcelana fria,e claro papel machê. “Fui minha própria decoradora de festas infantis, do quarto dos meus bebes, fui expectadora assídua de programas de televisão que ensinavam artesanato, acumulei muito conhecimento. Isso me provou que vontade de saber é fundamental. Em 2000,vim morar em Búzios, meu paraíso particular, minha casa. Em obra e com pouco dinheiro, eu já disse que sou professora? A criatividade e disposição para alcançar metas foram fundamentais. A crise e dificuldades, devem ser vistas como oportunidades para crescer e criar.”
Assim percorreu por mundos novos, criando seus projetos de marcenaria para sua casa,e quando a necessidade era decorar e iluminar começou então a desnvolver luminárias de todo o tipo,usando imaginação e materiais descartados seguia sua trajetória iluminando os espaços de sua casa. Agora a casinha de verdade, era o laboratório perfeito para aplicar seu talento. Assim coletava sucatas ,de todo tipo, da casa e até da rua, pois em cada material , via um projeto e juntava esse material.
“Achei que precisava até de tratamento psicológico. O que eu não me dava conta é de que o melhor tratamento para isso era a materialização desse imaginário atolado no meu inconsciente, assim como os materiais que se acumulavam no meu atelier.
Gosto de criar. O desafio do novo e inusitado me atrai. Aproveitar, reaproveitar, analisar o objeto na sua forma,cor,textura, funcionalidade e outras infinitas possibilidades de uso, instigam meu imaginário criativo.
Trabalhar com descartado, para mim é mais que simplesmente está intervindo no processo da matéria que já serviu, é viajar com essas inúmeras possibilidades de ver o lixo.
Assim sigo esse caminho de projetos e soluções para cada objeto descartado.
Hoje, meu caminhar engloba várias vertentes como oficinas para minha comunidade ou em pousadas para funcionários e hospedes, reciclando seu próprio lixo, em escolas públicas e particulares. Buscando envolver outras pessoas de todas as idades,nesse processo de criação e conscientização. È importante que as pessoas tenham seu campo de visão bem aberta para essa questão do lixo.
Somos nós, com nossa consciência que fazemos o hoje ser melhor, com mais arte, com mais oportunidades e menos... bem menos lixo a nossa volta!”



“Recriando sobre a matéria, metamorfoseando os objetos descartados, estamos desafogando a natureza que nos serve e servindo a nós mesmos com o fruto dessa criação.”
ADRIANA di MACEDO