Espaço da artista plástica e professora Adriana Di Macedo,
que posta seus trabalhos com matéria reciclada e
conta um pouco de sua história como artista.
Artista plástica e professora. Meu trabalho consiste em estudar a matéria descartada e criar com ela soluções que decorem e sirvam também. Assim nascem luminárias, peças utilitárias, decorativas, abajures,etc. Mas é na escultura em papel machê, que melhor expresso essa busca por transmutar o descartado.
Técnica de papietagem que consiste em colagem de camadas de papel sobre um suporte
Depois tudo é muito bem impermeabilizado e recebem decoração única.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
2011 HOJE
Mudança, liberdade, passagem , nova chance para tentar mais uma vez. Novamente, comprometer-se consigo. A gente começa a pensar no passado, no ano velho. Para receber 2010, escrevi um artigo muito focado no olhar o velho para estar pronto para receber o novo: ( Um ano novo de olho no velho).
Hoje não quero falar do velho, mas do agora, onde estamos? Se procurarmos neste ano entender de onde viemos temos que agora olhar nossa imagem no espelho. Quem nos tornamos? Nossas rugas e aparência, nossa cara em nós. Nossa formosura ou feiúra. Todos temos um lado feio e um bonito. Quem estamos vendo no espelho? Qual é a cor da nossa cara na imagem. Entenda que a imagem é nossa pura interpretação de nós mesmos. Velhos, novos, remoçados, sujos ,limpos, enrugados, esticados na era botoxe. Carne que guarda um espírito. Como está nosso espírito? Como está nossa alma...lavada com água limpa ou suja?
Refletir sem ficar muito no passado. O que passou serve apenas para nos centrarmos no hoje. Eu e você, onde estamos neste mundo? Que lugar alcançamos aqui? Essa reflexão vai nos levar direto a aceitação de nossas conquistas pessoais e de sonhos que ficaram no caminho. Mas não saia do hoje. Dia e hora em que você sente as emoções que amanhã serão apenas lembranças. É no agora que se resume tudo. O passado, presente e o futuro, porque a única certeza é a do hoje, agora, aqui, aí dentro de você e de mim. Nossa caixa corpo, por dentro nossa mente ,nossos pensamentos, são estes os elementos de nossa transformação. Entender o hoje para seguir caminho. O hoje é uma encruzilhada . Todos os dias são encruzilhadas, pois temos escolhas a fazer todos os dias. Que escolhas fizemos neste ano, para termos as alternativas que temos hoje? Vamos pegar a listinha de metas que fizemos para 2010. Verifique cuidadosamente. Ela pode não estar em papel algum,mas está aí, naquela parte do nosso cérebro em que deixamos guardadas as atitudes que podem nos levar ao desejo realizado. Bem aqui na minha “caixola” já achei meia dúzia de coisinhas que deixei passar e que hoje, certamente me trouxeram aqui. Bem aqui estou e já não adiante mais lamentar o que já foi. Essa reflexão do hoje poderá nos ajudar a meditar melhor sobre nossas escolhas futuras, escolhendo melhor agora, aqui, ai dentro de você, de mim. Para fora de mim, existe um mundo que interfere o tempo todo em no SER EU MESMA. Quem está sendo mais forte? Eu, o mundo ou todo mundo? Quando converso com meus filhos, sobre coisas que se tornaram normais, mas que não passam de NORMOSE, eles alegam que é normal pois todo mundo faz. Digo: "voces não são todo mundo, voces são únicos, façam suas próprias escolhas.” Existe uma engrenagem invisível que leva agente para outros lugares que não queremos. Estamos distraídos quando isso acontece, porque com certeza estamos ou no passado ou no futuro e não no agora , aqui,hoje dentro de nós mesmos. Assim admiramos a vida do outro, o carro do outro, a casa do outro, o trabalho do outro, na TV na internet, no vizinho, no ambiente de trabalho. E o que é nosso e o que somos, damos pouco valor. Trabalhamos mal, temos problemas de auto estima, pois não estamos conseguindo gostar do que fazemos conosco e com os outros,assim não conseguimos fazer amigos de verdade porque não estamos sendo bons para sermos amigos de alguém. Estamos viajando ,desejando algo que não é nosso. O nosso é o agora, ele nos pertence, porque o amanhã ainda não existe , como algo que ainda não aconteceu pode existir? Falar de trabalho me leva ao pensamento numerológico para 2011, o ano do trabalho por ser ano 4 : 2+0+1+1= 4 é o ano da cor verde, cor da vitalidade e saúde, saúde para trabalhar não mais do que melhor e mais feliz. Ano da esperança verde que brota dos corações inundados de consciência do meio em que vivem. Ano de estruturação material, realização de sonhos como a casa própria, o carrinho, a faculdade, tudo através do suor do teu rosto, valorizado, conquistado. Na beira do abismo do final do ano estamos todos, sonhando em poder voar e alcançar horizontes maiores que nos façam valorizar a vida, nosso presente maior, a família, nossa conquista e responsabilidade, principalmente quando somos nós os construtores dela...pais, mães, vós e vôs, nosso trabalho, é ele que nos dá o sustento e se não gostamos dele hoje, batalhemos para termos no amanhã um “HOJE” mais agradável de trabalho. Tudo isso, agora, aqui, com os pés firmes no chão calçados com o olhar para um lindo horizonte a nossa frente, a nossa volta, em nós, dentro de nós. Sentindo-nos capazes de bater as asas da conquista honesta, através da força de nossas mentes e corpos, compenetrados no agora, no sentimento que produz nossas ações e vice versa. Você e o você resultado de suas atitudes. Criando asas para voar alto no próximo ano. Abismo aqui, não deve soar negativo. É só imaginar uma linda paisagem, a vida diante de ti e você sobre essa paisagem com asas fortes...
A noite de abertura da Expo Arte Contemporânea em Búzios, foi palco de gente bonita e artistas com estilos variados. Lá você poderá conferir até 31 de Outubro as mais variadas técnicas de arte. Não deixe de nos fazer uma visita:
Namoro de Totens: escultura em papel machê com luz ( dupla face). Toda estruturada em arame.
Dimensões: 62x45x15 cm.
Explosão de Olhos e Bocas: em papel machê e reciclagem de madeira com estruturação em arame.
Dimensões: 53 x 35 x 35 cm
Namoro de Totens
Ói eu! Feliz da vida!!!
Obrigada a todos os amigos que estiveram presentes e a Adriana Natallone, organizadora do evento!
No dia 12 de Junho, aconteceu uma oficina de reciclagem na E.E. M. Profª Eulina de Assis Marques, onde meus filhos estudam. Lá tive a oportunidade de passar uma técnica de reciclagem com madeira descartada (sobras de deck) e pintura de tijolos descartados de uma construção. A produção resultou em plaquinhas de identificação das salas da escola, feita com a madeira e pesos de porta com o tijolos maciços. A turma demonstrou grande interesse na atividade o que me deixou muito contente e com gostinho de quero mais. Pessoas de todas as idades estavam participando e todos capricharam na criatividade. Um abraço aos participantes e aos queridos professores que me auxiliaram, principalmente a Professora Rafaela na organização da turma e Luzia que me cedeu as imagens.
Segue as imagens e a técnica passo a passo para você se inspirar.
As crianças são nossos maiores exemplos de dedicação, quando existe interesse na atividade, eles se mostram os mais concentrados na missão pintar e soltar a imaginação...Lindos!
Material para as oficinas de placas de identificação:
Sobras de madeiras( deck, caixas de feira, tacos,etc.), lixa de madeira nº 80 e 100, retalhos de tecido, carbono, o nome impresso em ofício, lápis, borracha, pincel fino pelo grosso, tinta acrílica ou latex, corantes se a tinta não for colorida.Verniz para impermeabilizar.
Material para as oficinas de peso de porta com tijolos:
Tijolos maciços, lixa nº100, retalhos de tecido, tinta branca para base, pinceis fino e grosso, lápis e borracha. Verniz para impermeabilizar.
Depois de cortar a madeira em pedaços de 20 a 30 cm, dependendo do que se vai escrever, você lixa a madeira com lixa nº80 e depois nº100 para dar acabamento. Limpe com um pano seco para tirar o pó. Com o carbono, você centraliza o nome e cola com crepe, para não correr e depois é só passar o lápis por cima. Retire o carbono e vá para o próximo passo.
Com um lapis desenhe com leveza para não marcar muito, assim os riscos não vão aparecer por baixo da tinta. Depois comece a pintura, com um pincel fino,pelo fundo da imagem que desenhou.
Trabalho realizado para a Martin Pescador Boutique Hotel em Búzios, onde foram também instaladas luminárias com a mesma técnica nas suítes. Confira a seguir:
Esse trabalho foi feito para a Martin Pescador Boutique Hotel, em búzios lá foram instaladas luminárias em quase todas as suites. Que pode conferir nos próximas postagens.
Estamos aqui, mais uma vez para mostrar o resultado da última oficina realizada em nossa comunidade (José Gonçalves- Búzios). Agradecimentos as alunas que participaram desta etapa, ao Jornal Primeira Hora, representado pela jornalista Rebeca que, gentilmente,nos cedeu a matéria de divulgação e ao coordenador do projeto ,Wlademir, na divulgação e busca do material utilizado como também ao Srº João , coletor de material descartado do Mercado Só Ofertas, que nos cedeu o papel.
Nosso objetivo com essas oficinas, onde ensinamos a transformar descartados em peças de decoração, não somente é decorar a casa de cada aluno, mas sobre tudo, despertar esse olhar mais crítico para o descartado. O que jogamos fora, que podemos transformar com arte e imaginação em peças que nos sirvam novamente e tragam beleza ao invés de sujeira para nossa casa e nosso mundo . Sem demagogia e como uma formiguinha insistente, continuamos nossa caminhada nesse objetivo maior. Segue fotos e passo a passo da técnica ensinada, que você pode aprender aqui, também. Confira!
Técnica: papietagem, consite em colagem de camadas de papel sobre um suporte ou molde(caixa de sapato, prato, modelagem em jornal, tênis ou sapato velho).
Material:
Para qualquer peça a seguir será usado alguns materiais em comum como: papel de embalagem (pão,açúcar,cimento), estilete, fita crepe, cola branca de boa qualidade ou cola de farinha de trigo(7 colheres de sopa em 1l de água,levar ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar,colocar um pouco de vinagre, limão ou formol, usar depois de fria), tinta de parede, corantes e pinceis, verniz para empermeabilizar.
Suportes ou moldes como pratos, caixas de sapato ou tênis velhos, recheados com cimento para ficar pesado.